As Controvérsias do RPG parte 1

Desde que surgiu na década de 70 o RPG foi motivo de muita controvérsia entre jogadores e familiares, instituições religiosas, psicólogos e até o serviço secreto americano. No Brasil o RPG ficou muito abalado devido ao que ficou conhecido como "Os Crimes do RPG" sobre os quais eu já escrevi aqui. Estes episódios hoje parecem fazer parte do passado felizmente, mas fazem parte da história, cultura e folclore do nosso hobby. Além disso como dizem, aquele que esquece o passado está condenado a repeti-lo. Abaixo fiz um resumo das controvérsias mais famosas envolvendo o RPG:


RELIGIÃO

Principalmente durante a década de 80 o RPG, em especial o D&D foi acusado por diversos grupos religiosos de estar associado à bruxaria, pornografia, suicídio, satanismo, assassinato e demonolatria. Uma mulher chamada Patricia Pulling, dos EUA, iniciou uma campanha contra o RPG fundando em 1982 um grupo chamado BADD sigla em inglês para Preocupados sobre o D&D. A motivação desta campanha foi o suicídio do filho de Patricia e ela continuou a lutar contra o RPG até a sua morte em 1997.

Ela chegou a entrar na justiça contra a TSR, mas perdeu a ação depois que ficou provado que jogadores de RPG tinham menor tendência ao suicídio que a população em geral. No entanto ela continuou publicando material associando o RPG a todo tipo de crime como estupro e assassinato.


Em 1989 William Schoenobelen dizia ter sido sacerdote satanista e abandonado esta prática, estaria dedicando a vida a afastar as pessoas deste tipo de culto. Escreveu artigo chamado "Conversando sério sobre D&D" onde ele afirmava que o RPG era um instrumento de introdução de práticas satanistas para os jovens. Ele recebeu um grande número de cartas e emails de apoio nos anos seguintes e também escreveu em 2001 outro artigo chamado "Um cristão deve jogar D&D?".

Por exemplo ele escreveu: "No final da década de 70 os escritores do D&D me procuraram, pois sabiam que eu era um grande satanista na época. Eles queria ter certeza de que os rituais descritos nos livros estavam corretos. E realmente estavam." Ele escreveu também que os rituais descritos nos livros possuíam o poder de invocar demônios reais e causar vários tipos de malefícios.

Outro exemplo foi Tracy Hickman que escreveu vários trabalhos de fantasia inclusive participou da criação de Ravenloft, em 1988 escreveu um artigo criticando o jogo a associando-o à coisas malignas.


Como consequência destas controvérsias a TSR removeu todas as referências sobre anjos e demônios dos livros da 2a edição lançada em 1989, substituindo criaturas infernais pelos nossos conhecidos Baatezu e Tanar'ri. Com o tempo o preconceito começou a ceder e as editoras voltaram a publicar material mais explícito como o Book of Vile Darkness e mesmo outros livros inteiros dedicados à criaturas das trevas como o Vampiro a Máscara, In Nomine Satanis, etc.

Continua...

Comentários

  1. Anônimo8:18 PM

    Como sempre os religiosos fanáticos que não têm o que fazer...

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  2. QUE RITUAIS?
    Qual a fgone de uma fala desse tipo?

    Quem tipo de fonte para afirmar algo assim você tem?

    Quer fazer blog, saiba fundamentar suas opiniões.

    Até onde sei, um cara que é "ex-satanista" não é uma fonte lá muito confiável, primeiro porque pode estar querendo ganhar fama em cima de uma mentira. Alguns doidos por fama fazem isso. Inclusive opostam em blogs coisas controversas e escolhem jogos inocentes como alvo. Espero que no seu caso seja apenas desinformação.

    Em segundo, até onde sei, D&D NÃO TEM "rituais" descritos. Na verdade são mais coisas como "bola de fogo", etc.

    E, em terceiro, por favor, jamais confunda um jogo com a realidade. Ou você já viu alguém ficar rico jogando Banco Imobiliário?

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