The great clans 2: Dragon


CLÃ DRAGÃO (DRAGON)

Visão Geral
Não se pode dizer que Togashi, um dos Kamis que caíram do mundo celestial nas terras de Rokugan, fundou o clã Dragão. A verdade é que ele atraiu seguidores que não conseguiam, assim como ele, encontrar seu lugar no mundo e que se dispuseram a servi-lo e permiti-lo atingir um estado de entendimento maior sobre todas as coisas, a iluminação, e assim lhes fornecerem as respostas.
As motivações desse Kami nem sempre ficaram claras num primeiro momento. Durante o torneio celestial que elegeria o primeiro imperador entre os kamis, ele se negou a participar sob a alegação de que já sabia o resultado da disputa. A verdade é que Togashi detinha o poder da clarividência, e ele preferia sentar e entender o futuro que suas visões lhe mostravam ao invés de usar isso para obter algum tipo de vantagem.
Togashi foi morar no alto das montanhas, um dos locais mais inóspitos do império e separado do império, mas nem por isso as pessoas deixaram de lhe procurar em busca de respostas. Dessas pessoas, algumas ele aceitou como seus seguidores, e criou uma ordem monástica de monges tatuados conhecida como ise zumi. E eles construíram em templo no topo das montanhas, que abrigou a ordem durante muitos anos, e um castelo ao seu redor como proteção.
No entanto, duas dessas pessoas se destacaram das demais: o guerreiro Mirumoto e a shugenja Agasha. A esses dois Togashi entregou a gerencia do clã, permitindo que eles fundassem suas famílias e cuidassem das questões burocráticas necessárias para a sobrevivência de todos, como agricultura, defesa, participação na corte do imperador entre outras responsabilidades.
E assim o clã Dragão se tornou, naquela época, o único clã cuja família regente não descendia diretamente do kami fundador. Enquanto as famílias Mirumoto e Agasha aumentavam a cada geração por meio de casamentos de seus descendentes, a família Togashi só crescia se peregrinos audaciosos conseguissem alcançar as portas do templo após uma escalada perigosíssima, ou se uma criança fosse abandonada as portas de seu castelo.

História
A história do Clã Dragão é cheia de mistérios e histórias com várias versões, uma vez que ninguém sabe com certeza o que se passa no alto das montanhas, e os samurais do clã, com seu discurso cheio de parábolas e reflexões sobre os textos sagrados, não as tornam mais fáceis de serem compreendidas por aqueles de fora do clã.
No entanto, algumas histórias ficaram famosas e são contadas em terras muito distantes das montanhas, ajudando a forjar a maneira como os rokugani enxergam os samurai do clã Dragão.
Talvez a história mais conhecida seja essa: Após o torneio celestial e inicio do império, o kami conhecido como Fu Leng se revelou a seus irmãos, conduzindo um exército de criaturas demoníacas e determinado a conquistas as terras de seus irmãos. As forças imperiais estavam sendo subjugadas quando um homem pequeno e sábio chamado Shinsei apareceu na corte do imperador e conversou com ele e seus irmãos demonstrando ter um grande conhecimento sobre o mundo, mesmo que nem tudo o que foi dito podia ser compreendido. Assim, Togashi, sabendo que havia uma sabedoria escondida nas palavras do pequeno mestre abandonou a conversa e entrou em meditação profunda. Durante muito tempo ele ficou nesse estado, sem beber ou comer os alimentos que seus seguidores lhe traziam. Então Shinsei veio a seu encontro, e Togashi sem abrir os olhos lhe disse: “Eu não sairei daqui enquanto não compreender”, ao que Shinsei lhe respondeu: “Nem eu irei” e sentou-se ao lado de Togashi. O kami entendeu que seu comportamento egoísta iria levar seu clã e o império a derrota, e assim ele aceitou as oferendas que lhe foram servidas, e no outro dia nomeou Mirumoto como o Trovão do clã Dragão. Após a guerra, Togashi retornou a sua montanha e utilizou as palavras de Shinsei para moldar a maneira de ser de seu clã.
Mirumoto, aquele que foi nomeado o Trovão do clã Dragão, foi um samurai esquentado e belicoso que se tornou famoso por sua habilidade em combates e duelos. Após ser aceito por Togashi, Mirumoto começou a ver o mundo de outra forma, se tornou uma pessoa mais calma e passou a levar uma vida monástica, se dedicando a arte e ao aprimoramento de sua técnica. Sua fama veio do estilo que ele criou, o Ninten. Enquanto a maioria dos samurais utilizavam a katana com as duas mãos e mantinham a wakizashi embainhada na cintura, Mirumoto utilizava as duas espadas simultaneamente. Isso era visto como um ultraje naquela época, principalmente pelos discípulos da escola Kakita. No entanto Mirumoto não ligava e suas proezas entraram para a história, assim como as de seu filho Hojatsu que assumiu o legado do pai após Mirumoto se tornar o Trovão do clã Dragão. Hoje o tratado sobre a técnica Ninten é um dos textos fundamentais do império, mas diferentemente do iaijutsu, poucas escolas de atrevem a incentivar o estilo de luta que é a marca registrada dos samurais do clã Dragão.
A história de Agasha é mais estudada por shugenjas, uma vez que essa mulher foi pioneira na publicação de textos sobre o mundo, sua natureza e animais, e como isso se relacionava com a magia e os seres humanos. Esses tratados era de uma beleza impar, mas continham segredos que só foram desvendados muitos anos depois. Agasha era uma mulher pacifista e observadora, se negando a utilizar seus conhecimentos contra qualquer ser vivo. No entanto, alguns anos após a Primeira Guerra, ela foi capturada e levada para as Shadowlands por um grupo de goblins. Posteriormente ela foi resgatada por Mirumoto Hojatsu, mas esse episódio fez com que sua atitude mudasse e ela passou a considerar que as criaturas do Jigoku não faziam parte do mundo natural e por isso eram uma exceção ao seu principio de não agressão.
Da família Agasha nasceu Agasha Kitsuki, um shugenja medíocre que possuía um grande poder de observação. Devido sua falha em seguir o caminho do shugenja, seu sensei ameaçou expulsá-lo da escola. Dois dias depois foi encontrado morto, e Agasha Kitsuki foi apontado como o executor. Ele se recusou a admitir o crime e pediu uma dia para limpar o seu nome. No final do dia, ele havia encontrado o criminoso e lhe tirado a  confissão utilizando apenas seu poder de observação e dedução. Anos mais tarde, ele utilizou essa habilidade para salvar a vida de um poderoso oficial Mirumoto, e a ele foi concedido o direito de formar sua família. A família Kitsuki tornou-se reconhecida pelo método ortodoxo de investigação de crimes, utilizando a observação da cena do crime e recolhendo evidências para encontrar o criminoso. Essa técnica conhecida como Método Kitsuki criou a fama dos magistrados Kitsuki, no entanto seus métodos de investigação não são bem vistos pela maioria dos clãs tradicionalistas.
O maior segredo do clã foi revelado ao império no final da Guerra dos Clãs, no dia que ficou conhecido como o Segundo Dia do Trovão, quando o kami Togashi revelou aos Trovões que ele ainda estava vivo. Togashi regeu o clã Dragão durante todo esse tempo, forjando sua morte e assumindo diversas identidades como daimyo da família Togashi. Durante todo esse tempo, o comportamento do clã foi um tanto quanto erradico, se alinhando a um clã em determinada guerra e partindo subitamente mesmo que o conflito ainda não houvesse acabado. Com seu poder de clarividência, Togashi comandava seu clã de forma a interferir apenas em momentos pontuais que iriam afetar o império num futuro próximo. Togashi tinha medo que suas ações pudessem interferir demais, e por isso o clã manteve o máximo de distancia possível dos acontecimentos do império. Ele se revelou apenas no momento crucial, pois sabia que morreria, e que sua morte era a chave para a destruição de seu irmão corrompido.
Após a Guerra dos Clãs o clã o dragão entrou em guerra civil, sua campeão Mirumoto Hitomi enlouqueceu devido a influência do artefato a Mão de Obsidiana dado a ela para substituir sua mão perdida em combate contra Hida Yakamo. A loucura a fez dizimar a família Togashi e a criar uma nova família, Hitomi, e uma nova ordem de monges. Seu maior opositor era Togashi Hoshi, filho de Togashi, e o racha na família só foi superado quando Hitomi recuperou sua sanidade, e com a ajuda de artefatos poderoso conjurou e matou Onnotangu, e ascende em seu lugar como kami da lua. Ela deixou o clã aos cuidados de Hoshi, que também havia criado sua família e ordem de monges, mas Hoshi era filho de um kami, e logo ascendeu aos céus deixando seu filho Satsu como campeão do clã. Togashi Satsu uniu as três famílias e ordem monásticas e devolveu o controle do clã aos Mirumoto, restabelecendo a ordem e o equilíbrio ao clã.
Atualmente o descendente de Togashi, Satsu, se tornou a voz da imperatriz, e assim o clã perdeu sua referência a ascendência divina do kami do Dragão. Dessa forma, o clã busca encontrar seu lugar no mundo e o papel que deve desempenhar daqui para frente sem contar com a liderança divina que os guiou durante muito tempo.
Famílias
As famílias do clã Dragão não são unidas por laços sanguíneos, exceto os Tamori e os Kitsuki que são primos distantes. Mesmo dento da família Togashi não há laços sanguíneos, uma vez que esses monges vem dos mais variados locais do império. Mesmo assim as famílias são unidas pelo ideal criado por Togashi e cada uma desempenha seu papel buscando a harmonia dentro do clã: os Kitsuki são os magistrados e cortesãos, os Mirumoto são os líderes e guerreiros, os Tamori são os shugenjas do clã e os Togashi os líderes espirituais e monges do clã.
Kitsuki
Kitsuki Minori
Kitsuki Minori
A quarta família do clã só foi fundada em 820, quando Agasha Kitsuki recebeu o direito de fundar sua família por recompensa a seus feitos. Desde então a família vem desenvolvendo a técnica criada por seu fundador, conhecida como Método Kitsuki essa técnica se baseia em fatos e evidências para chegar a uma conclusão, o que é muito eficiente na investigação de crimes e mistérios. O que causa ultraje a todos os outros samurais é que esse método prega duvidar da palavra de um samurai, e isso é considerado uma afronta grave para as regras de etiqueta do império.
Um Kitsuki tem uma visão de mundo diferente dos outros samurais, e é isso que lhes torna tão diferente. Ao entrar em uma cena de crime, um samurai que se deparar com uma faixa de cintura com o mon do Escorpião, presumirá que o assassino pertence a esse clã. No caso de um Kitsuki, ele se questionará de como a faixa chegou até ali, por que ela está posicionada daquele jeito e o porque da faixa portar o mon do clã Escorpião se a vítima morreu envenenada por ingerir uma erva que só existe na distante ilha do clã Louva-a-Deus.
Dentro do clã Dragão os Kitsuki são muito respeitados, assim como seu método, no entanto, como são geralmente questionados pelos samurais dos outros clãs, esse clã costuma produzir grandes duelistas, uma vez que além de descobrirem o culpado eles devem provar sua palavra pelo método tradicionalmente aceito no império, um duelo de iaijutsu.
Como são descendentes de Agasha, as vezes os samurais dessa família demonstram certa aptidão a utilização de magias e se tornam shugenjas. No entanto isso é muito raro, pois os Kitsuki preferem se dedicar ao poder da mente e explicações concretas do que se voltar para o lado místico do caminho dos kami.
Mirumoto
Mirumoto Ichizo
Mirumoto Ichizo
Essa família descende do famoso samurai, e seus samurais orgulhosamente exibem sua exuberante técnica com as duas armas criada por Mirumoto e descrita por seu filho Hojatsu no tratado chamado Ninten (que significa duas armas e também dois céus). Mitumoto e Kakita foram rivais durante sua vida, apesar de nunca se enfrentarem, por causa de seus estilos diferentes, e apesar de Kakita reconhecer a igualdade dos dois no momento de sua morte, a rivalidade entre as duas escolas aumentou com o passar dos anos.
Até a revelação de que Togashi não havia morrido, a família Mirumoto era vista como a comandante do clã, seus samurais sendo eleitos os campeões do clã e representantes nas cortes imperiais. E apesar do kami estar vivo, realmente era os Mirumoto quem geriam a rotina do clã e tratava das burocracias imperiais.
A família Mirumoto é a mais numerosa do clã e possui uma tradição militar muito forte, seus samurais são treinados quase que exclusivamente como bushi, e apesar de não terem participado de muitas guerras ao longo de sua existência, ninguém deseja ter esse exército como inimigo, pois a qualidade de seus guerreiros é inquestionável.
A tradição militar da família Mirumoto, assim como todas as famílias do clã, é muito diferente das dos outros clãs. Seus bushi são treinados no caminho do duelo e do combate, mas também treinam no caminho dos elementos, sendo os guerreiros com maior entendimento da tradição shugenja no império. Enquanto a tradição dos samurais Além da técnica Ninten ser difundida na família e criado samurais que rivalizam com os Kakita em perícia, os samurais da família Mirumoto também treinam com o arco, possuindo um dojo (a Chama do Dragão) famoso por produzir arqueiros excepcionais.
Além do lado militar, os guerreiros dessa família se dedicam a meditação e ao estudo do Tao de Shinsei. Não é incomum haver samurais Mirumoto com a cabeça raspadas e seguidores do caminho ascético, igual aos monges do clã. Tatuagens também são comuns, mas diferentemente dos Togashi e Tamori, os Mirumoto as mantém cobertas sob a armadura. Os samurais Mirumoto também tem uma predileção pelos haiku (um tipo de poesia recitada), os compondo sempre que a inspiração aparece.
Essa predileção pela haiku e pelo estudo do Tao se reflete no costume do gempukku de um samurai Mirumoto: refletir e escrever um poema sobre o entendimento do estudante sobre a célebre frase de Shinsei: “Nem eu ire”.
Tamori
Tamori Kuroko
Tamori Kuroko
A família Agasha foi, durante mais de mil anos, a família dos shugejas do clã. Descendentes diretos da fundadora do clã, eles estudaram os seus textos e mantiveram a tradição pouco convencional implantada pela fundadora da família na formação de seus shugenjas. Com isso, eles conseguiram desvendar os textos de Agasha e criar uma nova linha de estudo da natureza e suas composições. Essa linha de estudo conseguiu criar poções e itens com capacidades medicinais a partir de plantas e compostos naturais, e também o que hoje são chamados de hanabi (fogos de artifício).
Além disso, a visão de mundo dos Agasha era diferente da maioria de tradições shugenjas do clã, cujos membros eram incentivados a serem criativos e a seguirem sua visão de mundo, além de não ser raro encontrar um shugeja Agasha treinando para o combate junto com os Mirumoto.
Essa visão de mundo fez com que a família abandonasse o clã durante o governo de Mirumoto Hitomi, enlouquecida pelo poder da mão de obsidiana. A família não suportou os desmandos da campeã do clã e abandonou as terras do Dragão, fugindo e sendo aceitos pelos vizinhos do clã Fênix.
O daimyo da família, Agasha Tamori, e alguns poucos seguidores foram os únicos que permaneceram fiéis ao clã e ficaram. Tamori ficou tão zangado com a traição de seus irmãos que o ódio lhe levou a ser consumido pela Mácula, se tornando o Oráculo Negro do Fogo, uma criatura poderosa e destrutiva. A filha de Tamori, Shaitung, foi quem comandou a nova família, agora batizada de Tamori, na sua reestruturação. Furiosa com a traição da família, furiosa com o clã Fênix por encobertar os traidores e furiosa com a fraqueza de seu pai, Shaitung construiu uma família agressiva e militar, dedicada totalmente em servir o campeão do clã. Quando ela se impôs contra todos os membros do conselho elemental do clã Fênix, sua força foi reconhecida e sua família digna de ser reconhecida como uma nova linhagem de shugenjas. Recentemente ela passou a ser reconhecida como a fundadora da família, e seu pai corrompido foi simplesmente apagado da história.
Os Tamori mantiveram muito da tradição dos Agasha, inclusive a alquimia e construção de itens. No entanto os Tamori se tornaram mais ativos do que seus antepassados mais contempladores, intensificaram seu treinamento em combate e aperfeiçoaram as técnicas de forja de espadas. Hoje as espadas Tamori já são encontradas em posse de diversos samurais do clã Dragão, e inclusive nas mãos de alguns shugenjas da família, incluindo Tamori Shaitung. Isso se reflete no aumento de dojos marciais em suas terras.
Atualmente os Tamori aderiram a cultura dos ise zumi e passaram a exibir suas tatuagens, como símbolo de sua dedicação ao clã, do fortalecimento da família e do individuo.
Togashi
O kami Togashi teve apenas um único filho, Togashi Hoshi, fruto de um romance com Bayushi Kuninoko, uma espiã do clã Escorpião enviada para descobrir os segredos do clã Dragão. Mesmo esse filho só nasceu quase trezentos anos depois da fundação da família Togashi.
Togashi Osawa
Togashi Osawa
Essa família é na verdade uma ordem monástica fundada por homens e mulheres de diversos cantos do mundo que peregrinaram até o castelo de Togashi em busca de respostas e que se mostraram dignos. Essas pessoas receberam uma das tatuagens místicas feitas com uma tinta criada a partir do sangue do kami e assim puderam reclamar o nome de Togashi para elas.
Apesar de serem monges, a maioria ascéticos em busca da iluminação, todos os Togashi detém o status de samurai, estando ligados ao clã e as responsabilidades que isso acarreta. Ainda que não costumem descer de seu templo na montanha, alguns Togashi podem ser vistos viajando pelo mundo, em algum tipo de missão que faz parte de sua busca pela iluminação. Somando a raridade de suas aparições a seus corpos cobertos de tatuagens e seus poderes estranhos, os Togashi são vistos com respeito e temor pelas pessoas dos outros clã, que não cansam de contar as histórias mais estranhas e controversas sobre eles.
Recentemente a ordem passou por um período turbulento que quase a destruiu. Durante o governo de Mirumoto Hitomi, a campeã do clã fundou sua própria família e condenou todos os que permanecessem leais a Togashi, usando seu próprio sangue para tatuar seus seguidores (os kikage zumi). Togashi Hoshi fundou sua própria ordem de monges (os tsurui zumi), tatuando seus seguidores com seu próprio sangue. Junto com os dissidente Togashi, os monges da ordem de Hoshi combateram os monges da ordem Hitomi e o caos assolou as montanhas do clã Dragão.
Por fim, Hitomi conseguiu se livrar da influência da mão de obsidiana e partiu para enfrentar Onnotangu, deixando o clã e as três ordens de monges aos cuidados de Hoshi. O filho do kami aceitou as três ordens dentro do clã, e essas passaram a conviver juntas a pesar de suas filosofias distintas.
Mais recentemente, o filho de Hoshi, Togashi Satsu percebeu que as três ordens estavam criando uma desarmonia dentro da clã e as uniu novamente sob o nome Togashi. Isso resolveu um problema, mas deixou um legado de tradições divergentes dentro da mesma família.
Hoje os monges Togashi são divididos em três tradições: os ise zumi, que procuram pela iluminação através do aperfeiçoamento do corpo e da mente, sendo os mais comuns e numerosos; os kikage zumi que buscam a iluminação por meio da superação da dor pelo corpo e da mente, passando por um treinamento mais extremo e doloroso; e os tsurui zumi, que buscam a iluminação por meio da oração e meditação profunda, sendo os mais isolados e distantes do mundo ao seu redor.
Conclusão
Como visto acima, as famílias do clã Dragão não estão ligadas por laços de família, mas sim por laços filosóficos. Os ensinamentos de Shinsei tem um peso muito grande neste clã e a busca pela compreensão e entendimento criou famílias que se comportam de maneira muito diferente do que é comum para o padrão rokugani.
Com suas famílias diferentes e comportamentos incomuns, os samurais do clã do Dragão são estranhos dentro do império, possuindo poucos aliados e algumas divergências. Vistos como excêntricos pelos outros clãs, os samurais desse clã tem apenas uns aos outros como semelhantes e em quem confiar. Dessa forma, não é incomum que samurais desse clã sejam concebidos como pessoas solitárias e de poucas palavras, que costumam a pensar muito antes de agir e de proferir frases estranhas em momentos aleatórios, cujo significado seus companheiros descobrirão em algum momento no futuro.
Escolha ser um samurai do clã Dragão se você deseja ser:
  • um cortesão versado na arte da investigação, utilizando de métodos excêntricos para conseguir descobrir a verdade por trás das ações de um individuo;
  • um guerreiro exótico conhecedor dos caminhos dos kamis e que luta empunhando duas armas ao mesmo tempo;
  • um shugenja perito na arte secreta de criar poções mágicas e familiarizado com os ensinamentos do caminho da iluminação; ou
  • um monge extravagante coberto por tatuagens mágicas que lhe conferem poderes incomuns.
Por Rafael Silva (Rede RPG)

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Sistemas de RPG parte 1: Dados

Sistemas de RPG parte 3 - Evolução dos personagens

Sala de jogos pronta e Mesa de jogos